“A Festa da Menina Morta”, levou 6 Kikitos em gramado:
- Melhor Ator ( Daniel Oliveira )
- Melhor Fotógrafo (Lula Carvalho- este ainda vai ganhar muitos prêmios…)
- Prêmio Especial do juri
- Prêmio da crítica
- Melhor filme do juri popular.
- Melhor Música.
Outra coisa que me chamou a atenção foi um detalhe da crítica publica no Estadão, no sábado, 16.8 se não me engano: “Tem aquela cena em que o Santinho é sodomizado pelo pai, com quem mantém uma relação incestuosa. Ela pode ser considerada chocante, mas a mim incomoda muito mais o som da chuva incessante, como mais tarde o som da matança do porco será levado ao limite do (in)suportável,
provocando uma das tantas explosões de histeria do personagem de Daniel de Oliveira.”
Bem acho que isso representa um ganho, até uma vitória… a ultima vez que li algum comentário sobre som dos filmes brasileiros, foi na coluna de reclamações do rioshow, onde um espectador reclamava da qualidade do audio do filme “Meu nome não é Jonhy”, dizendo aquelas frases clássicas sobre a baixa qualidade do som dos nossos filmes. Eu acho mais que ele deu azar com a cópia ou com sala em que foi assistir ao filme.
Enfim, o que quero dizer é que se um crítico atentou, para o desenho de som, significa que a barreira da comprensão dos dialogos foi ultrapassada, dando espaço para a fruição das outras camadas do som do filme, como efeitos sonoros (a chuva, o porco), ambientes e música… Talvez um dia ainda possamos ler frases sobre o desenho de som dos nossos filmes, como lemos a respeito da fotografia… similares… não vou discutir aqui o âmbito ou mesmo o espaço destas duas artes, no campo do audiovisual.
bem, estamos quase conquistando tókio.

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O cinema brasileiro desde que eu me conheço, a despeito de uma ou outra crítica, sempre tomou pau ou foi simplesmente ignorado. E isso não foi por acaso. Essas gerações pós-ditadura foram marcadas a ferro e fogo com os estereótipos do filme nacional. A pecha de que as realizações brasileiras são menores, tá entranhada, e o processo de desenraizamento é difícil e lento.Se é que há interesse de que a gente se assista no cinema.Durante a ditadura militar,e depois,e agora continua,relegou-se a um plano secundário, terciário, tudo que era produzido aqui. Quem sabe um dia isso muda e as salas fiquem atopetadas de público pra ver o brasileiro???!!!!Gramado tá enveredando por um caminho novo, os curadores deram um tom de festival de cinema, privilegiando o filme, e não as celebridades. É um passo,o primeiro…Abraços!